Simulado Iluminismo (50 questões)

1) (Mackenzie) Sobre o iluminismo, é correto afirmar que:

a) defendia a doutrina de que a soberania do Estado absolutista garantiria os direitos individuais e eliminaria os resquícios feudais ainda existentes.

b) propunha a criação de monopólios estatais e a manutenção da balança de comércio favorável, para assegurar o direito de propriedade.

c) criticava o mercantilismo, a limitação ao direito à propriedade privada, o absolutismo e a desigualdade de direitos e deveres entre os indivíduos.

d) acreditava na prática do entesouramento como meio adequado para eliminar as desigualdades sociais e garantir as liberdades individuais.

 

e) consistia na defesa da igualdade de direitos e liberdades individuais, proporcionada pela influência da Igreja Católica sobre a sociedade, através da educação.

2) (Fuvest) “Um comerciante está acostumado a empregar o seu dinheiro principalmente em projetos lucrativos, ao passo que um simples cavalheiro rural costuma empregar o seu em despesas. Um frequentemente vê seu dinheiro afastar-se e voltar às suas mãos com lucro; o outro, quando se separa do dinheiro, raramente espera vê-lo de novo. Esses hábitos diferentes afetam naturalmente os seus temperamentos e disposições em toda espécie de atividade. O comerciante é, em geral, um empreendedor audacioso; o cavalheiro rural, um tímido em seus empreendimentos…”(Adam Smith, A RIQUEZA DAS NAÇÕES, Livro III, capítulo 4).                                                        Neste pequeno trecho, Adam Smith

a) contrapõe lucro a renda, pois geram racionalidades e modos de vida distintos.
b) mostra as vantagens do capitalismo comercial em face da estagnação medieval.
c) defende a lucratividade do comércio contra os baixos rendimentos do campo.
d) critica a preocupação dos comerciantes com seus lucros e dos cavalheiros com a ostentação de riquezas.
e) expõe as causas da estagnação da agricultura no final do século XVIII.

3) (Puc-rio) Assinale a opção em que se encontra corretamente identificado um dos preceitos fundamentais da Fisiocracia:

a) “O ouro e a prata suprem as necessidades de todos os homens.”
b) “Os meios ordinários, portanto, para aumentar nossa riqueza e tesouro são o comércio exterior.”
c) “Que o soberano e a nação jamais se esqueçam de que a terra é a única fonte de riqueza e de que a agricultura é que a multiplica.”
d) “Todo comércio consiste em diminuir os direitos de entrada das mercadorias que servem às manufaturas interiores (…)”
e) “As manufaturas produzirão benefícios em dinheiro, o que é o único fim do comércio e o único meio de aumentar a grandeza e o poderio do Estado.”

4) (Fatec) As grandes revoluções burguesas do século XVIII refletem, em parte, algumas ideias dos filósofos iluministas, dentre as quais podemos destacar a que:

a) apontou a necessidade de limitar a liberdade individual para impedir que o excesso degenerasse em anarquismo.
b) acentuou que o Estado não possui poder ilimitado, o qual nada mais é do que a somatória do poder dos membros da sociedade.
c) visou defender a tese de que apenas a federalização política é compatível com a democracia orgânica.
d) mostrou que, sem centralização e dependência dos poderes ao Executivo, não há paz social.
e) procurou salientar que a sociedade industrial somente se desenvolverá a partir de minucioso planejamento econômico.

5) (Uel) “A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão teria grande repercussão no mundo inteiro. ‘Este documento é um manifesto contra a sociedade hierárquica de privilégios nobres, mas não um manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária. Os homens nascem e vivem livres e iguais perante a lei, dizia seu primeiro artigo; mas também prevê a existência de distinções sociais, ainda que somente no terreno da utilidade comum’…” Assinale a alternativa que identifica um dos artigos da Declaração que prevê a distinção a que o texto se refere.

a) “A propriedade privada é um direito natural, sagrado, inalienável e inviolável.”
b) “Os cidadãos de conformidade com suas posses devem contribuir com as despesas da administração pública.”
c) “A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de força pública que deve ser instituída em benefício de todos…”
d) “A lei só tem direito de proibir as ações que sejam prejudiciais à sociedade.”
e) “Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, mesmo religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública…”.

6) (Cesgranrio) Entre os séculos XVI e XVIII ocorreram diversas transformações culturais na Europa ocidental. Assinale a seguir a opção que identifica corretamente uma dessas transformações:

a) o desenvolvimento do pensamento científico, nos séculos XVII e XVIII, baseava-se na crítica, no empirismo e no naturalismo.
b) o movimento reformista, no século XVI, caracterizou-se por uma unidade de pensamento e práticas nos diversos países nos quais se difundiu.
c) a Contrarreforma, expressa no Concílio de Trento, entre 1545 e 1563, alterou os dogmas católicos a partir de um enfoque humanista, que extinguiu os Tribunais da Santa Inquisição.
d) o Iluminismo, no século XVIII, baseando-se no racionalismo, criticou os fundamentos do poder da Igreja, apoiando os princípios do poder monárquico absoluto.
e) o Liberalismo econômico, na segunda metade do século XVIII, criticava o sistema colonial, defendendo a manutenção dos monopólios como geradores de riqueza da sociedade.

7) (Mackenzie) Assinale a alternativa em que aparecem as principais ideias de Jean Jacques Rousseau em sua obra O CONTRATO SOCIAL.

a) Cada homem é inimigo do outro, está em guerra com o próximo e por esta razão cria o Estado para sua própria defesa e proteção.
b) O Estado é uma realidade em si e é necessário conservá-lo, reforçá-lo e eventualmente reformá-lo, reconhecendo uma única finalidade: sua prosperidade e grandeza.
c) O governante deve dar um bom exemplo para que os súditos o sigam. Através da educação e de rituais, os homens de capacidade aprenderiam e transmitiriam os valores do passado.
d) Que as classes dirigentes tremam ante a ideia de uma revolução! Os trabalhadores devem proclamar abertamente que seu objetivo é a derrubada violenta da ordem social tradicional.
e) A única esperança de garantir os direitos de cada indivíduo é a organização da sociedade civil, cedendo todos os direitos à comunidade, para que seja politicamente justo o que a maioria decidir.

8) (Uff) O Iluminismo do século XVIII abrigava, dentre seus valores, o racionalismo. Tal perspectiva confrontava-se com as visões religiosas do século anterior. Esse confronto anunciava que o homem das luzes encarava de frente o mundo e tudo nele contido: o Homem e a Natureza. O iluminismo era claro, com relação ao homem: um indivíduo capaz de realizar intervenções e mudanças na natureza para que essa lhe proporcionasse conforto e prazer.Seguindo esse raciocínio, pode-se dizer que, para o Homem das Luzes, a Natureza era:

a) misteriosa e incalculável, sendo a base da religiosidade do período, o lugar onde os homens reconheciam a presença física de Deus e sua obra de criação;
b) infinita e inesgotável, constituindo-se um campo privilegiado da ação do homem, dando em troca condição de sobrevivência, principalmente no que se refere ao seu sustento econômico;
c) apenas reflexo do desenvolvimento da capacidade artística do homem, pois ajudava-o a criar a ideia de um progresso ilimitado relacionado à indústria;
d) um laboratório para os experimentos humanos, pois era reconhecida pelo homem como a base do progresso e entendimento do mundo; daí a fisiocracia ser a principal representante da industrialização iluminista;
e) a base do progresso material e técnico, fundamento das fábricas, sem a qual as indústrias não teriam condições de desenvolver a ideia de mercado.

9) (Fuvest) “Um comerciante está acostumado a empregar o seu dinheiro principalmente em projetos lucrativos, ao passo que um simples cavalheiro rural costuma empregar o seu em despesas. Um frequentemente vê seu dinheiro afastar-se e voltar às suas mãos com lucro; o outro, quando se separa do dinheiro, raramente espera vê-lo de novo. Esses hábitos diferentes afetam naturalmente os seus temperamentos e disposições em toda espécie de atividade. O comerciante é, em geral, um empreendedor audacioso; o cavalheiro rural, um tímido em seus empreendimentos…”. (Adam Smith, A RIQUEZA DAS NAÇÕES, Livro III, capítulo 4) Neste pequeno trecho, Adam Smith

a) mostra as vantagens do capitalismo comercial em face da estagnação medieval.
b) defende a lucratividade do comércio contra os baixos rendimentos do campo.
c) critica a preocupação dos comerciantes com seus lucros e dos cavalheiros com a ostentação de riquezas.
d) expõe as causas da estagnação da agricultura no final do século XVIII.
e) contrapõe lucro a renda, pois geram racionalidades e modos de vida distintos.

10) (Pucsp 2007) A reflexão sobre os significados da religião e seu papel nas sociedades esteve presente no Renascimento cultural e em outros movimentos, entre o século XVI e o XIX. Entre eles, podemos destacara) as Reformas protestantes, que permitiram a tradução e a leitura direta dos textos sagrados e reforçaram, dessa maneira, o controle dos religiosos sobre os fiéis.

a) as Reformas protestantes, que permitiram a tradução e a leitura direta dos textos sagrados e reforçaram, dessa maneira, o controle dos religiosos sobre os fiéis.
b) o Iluminismo, que reiterou o caráter racional do homem e refutou a influência religiosa sobre os Estados nacionais e sobre os indivíduos.
c) o Classicismo, que recuperou a tradição politeísta da antiguidade clássica e defendeu a supremacia dos cultos pagãos sobre o monoteísmo cristão.
d) as Cruzadas católicas, que contaram com ampla participação popular e nobre, na tentativa de reconquistar cidades sagradas ocupadas pelos mouros.
e) a conquista da América por espanhóis, portugueses e ingleses, que se consideravam missionários da evangelização e difusão de preceitos do catolicismo.

11) (Unesp) “Os filósofos adulam os monarcas e os monarcas adulam os filósofos”. Assim se refere o historiador Jean Touchard à forma de Estado europeu que floresceu na segunda metade do século XVIII. Os “reis filósofos”, temendo revoluções sociais, introduziram reformas inspiradas nos ideais iluministas. Estas observações se aplicam:

a) às Monarquias Constitucionais.
b) às Monarquias Parlamentares.
c) ao Despotismo Esclarecido.
d) ao Regime Social-Democrático.
e) aos Principados ítalo-germânicos.

12) (ENEM – 2017) Fala-se muito nos dias de hoje em direitos do homem. Pois bem: foi no século XVIIl – em 1789, precisamente que uma Assembleia Constituinte produziu e proclamou em Paris a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Essa Declaração se impôs como necessária para um grupo de revolucionários, por ter sido preparada por uma mudança no plano das ideias e das mentalidades: o Iluminismo. (FORTES, L.R.S. O Iluminismo e os reis filósofos. São Paulo: Brasiliense, 1981). Correlacionando temporalidades históricas, o texto apresenta uma concepção de pensamento que tem como uma de suas bases a

a) modernização da educação escolar.
b) atualização da disciplina moral cristã.
c) divulgação de costumes aristocráticos.
d) socialização do conhecimento científico.
e) universalização do princípio da igualdade civil.

13) (Ufpa) O texto abaixo recupera uma obra iluminista dirigida por Denis Diderot e Jean Le Rond d’ Alembert em 1772 na França intitulada de Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e dos ofícios. No texto afirma-se que: na Enciclopédia não havia área do engenho humano que não tivesse sido coberta. Ali se observava a confiança de que os homens eram, ou poderiam ser em breve, senhores de seu próprio destino, que poderiam moldar o mundo e a sociedade de acordo com as suas conveniências e vantagens. Era o poder da razão. Por isso mesmo a Enciclopédia não foi universalmente aceita. Poderes absolutistas civis e religiosos foram seus combatentes. (DENT, N. J. H.. Dicionário de Rousseau. Rio de Janeiro: Zahar, 1996, p. 125. Texto adaptado). A Enciclopédia proposta por homens iluministas como Diderot e D’Alembert foi criticada no contexto francês do final do século XVIII, porque nesse momento o absolutismo e razão significavam

a)  modos de viver compatíveis, nos quais as novas e modernas ideias iluministas eram absorvidas pelo reis absolutistas, que percebiam nelas as vantagens de se moldar o mundo à sua forma e maneira, tal qual Diderot em sua Enciclopédia, o que possibilitou o advento da monarquia constitucional.
b) formas incompatíveis de fazer política, pois o povo francês era governado por um velho monarca autoritário que se mantinha no poder devido à ignorância do povo. Já livros como a Enciclopédia seriam a base da nova sociedade revolucionária e anarquista proposta por Diderot.
c) formas de governo inconciliáveis, pois o absolutismo era autoritário e ultrapassado. Já os enciclopedistas, como Diderot e D’ Alembert, desejavam a derrubada do Rei pelos revolucionários comunistas, formadores de ideias socialistas vinculadas ao marxismo contemporâneo.
d) maneiras de fazer política muito diversas. Para os racionalistas, a política absolutista deveria ser reestruturada ou revolucionada, pois os novos saberes deveriam vir das experiências e das novas ciências e não de Deus e seus emissários.
e) maneiras de governar muito distintas, pois os enciclopedistas eram homens de letras, que iniciavam carreira política nas fileiras dos liberais exaltados, e o monarca absolutista era do partido conservador francês.

14) (Fac. Direito de Sorocaba SP/2015) Consideramos as seguintes verdades evidentes por si mesmas, a saber, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais figuram a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Para assegurar esses direitos, entre os homens se instituem governos, que derivam seus justos poderes do consentimento dos governados. (Declaração da Independência, apud Harold C. Syrett,Documentos Históricos dos Estados Unidos) Esse documento revela a influência das ideias

a) de Thomas Hobbes, por justificar o governo como necessário para a ordem na natureza.
b) de John Locke, por defender o contrato social entre governantes e governados.
c) liberais, por colocar a liberdade acima dos interesses políticos e da verdade científica.
d) iluministas, por destacar a importância de Deus na organização política de um povo.

15) (UNICAMP SP/2015) A maneira pela qual adquirimos qualquer conhecimento constitui suficiente prova de que não é inato.(John Locke, Ensaio acerca do entendimento humano. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.13.) O empirismo, corrente filosófica da qual Locke fazia parte,

a) é uma forma de ceticismo, pois nega que os conhecimentos possam ser obtidos.
b) aproxima-se do modelo científico cartesiano, ao negar a existência de ideias inatas.
c) afirma que o conhecimento não é inato, pois sua aquisição deriva da experiência.
d) defende que as ideias estão presentes na razão desde o nascimento.

16) (Puccamp) “… ao contrário do que acontecia com a burguesia, a insatisfação dos camponeses e do proletariado urbano, por razões óbvias (…), não se manifestava politicamente (…). Porque as luzes dos filósofos não os atingiam, seu descontentamento perdia-se no silêncio e sua revolta terminava nos braços da repressão. (…) A existência de uma diferenciação social no interior do campesinato não impedia que um elemento os unificasse enquanto classe: a exploração feudal a que todos estavam submetidos. (…) esta exploração tornou-se mais odiosa e insuportável quando, para defender suas rendas, sempre insuficientes para seu trem de vida perdulário, os nobres lançaram mão de direitos feudais que há muito haviam caído em desuso.” O texto descreve uma realidade na qual pode-se identificar

a) as consequências socioeconômicas da Revolução Industrial.
b) o movimento da “Sans-culloterie” Parisiense.
c) a situação da classe trabalhadora no contexto da Revolução Gloriosa.
d) os fatores responsáveis pela eclosão da Revolução Francesa.
e) o sistema de exploração que favoreceu a acumulação primitiva necessária para a Revolução Industrial.

17) (Fac. Cultura Inglesa SP/2015) O homem “esclarecido” é aquele que, ao superar a passividade da razão, sai de uma “menoridade” intelectual pela qual é o único responsável “por preguiça e frouxidão” e que não é senão “incapacidade de se servir de sua inteligência sem ser dirigido por outrem”. (Louis Guillermit. “Emanuel Kant e a Filosofia Crítica”. In: François Châtelet (org.) A filosofia e a história, vol. 5, 1974.) O argumento kantiano deve ser entendido no interior dos princípios da filosofia

a) iluminista da época moderna.
b) escolástica medieval.
c) existencialista cristã.
d) racionalista cartesiana.
e) positivista cientificista.

18) (Uel) “A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão teria grande repercussão no mundo inteiro. ‘Este documento é um manifesto contra a sociedade hierárquica de privilégios nobres, mas não um manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária. Os homens nascem e vivem livres e iguais perante a lei, dizia seu primeiro artigo; mas também prevê a existência de distinções sociais, ainda que somente no terreno da utilidade comum’…” Assinale a alternativa que identifica um dos artigos da Declaração que prevê a distinção a que o texto se refere.

a) “Os cidadãos de conformidade com suas posses devem contribuir com as despesas da administração pública.”
b) “A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de força pública que deve ser instituída em benefício de todos…”
c) “A propriedade privada é um direito natural, sagrado, inalienável e inviolável.”
d) “A lei só tem direito de proibir as ações que sejam prejudiciais à sociedade.”
e) “Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, mesmo religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública…”.

19) (Fgv 2016) “O gênero humano é de tal ordem que não pode subsistir, a menos que haja uma grande infinidade de homens úteis que não possuam nada.”(Dicionário filosófico, verbete Igualdade)“ O comércio, que enriqueceu os cidadãos na Inglaterra, contribuiu para os tornar livres, e essa liberdade deu por sua vez maior expansão ao comércio; daí se formou o poderio do Estado.”(Cartas inglesas) Sobre os trechos de Voltaire, é correto afirmar que o autor

a) define, com suas ideias, os interesses da burguesia como classe, no século XVIII: o comércio como condição para a acumulação de capital, a riqueza como fator de liberdade e do poder de Estado e a propriedade ligada à desigualdade.
b) crê, como filósofo iluminista do século XVIII, nas igualdades social e política, pois a filosofia burguesa elabora uma doutrina universalista que confunde a causa da burguesia com a de toda a humanidade.
c) critica a centralização do poder na medida em que ela breca a liberdade, impedindo o progresso das técnicas e a expansão do comércio que geram riqueza, e, ao mesmo tempo, aceita a propriedade como fundamento da igualdade.
d) considera que a burguesia não se constitui em uma classe no século XVIII, e ela precisa do poder do Estado centralizado para garantir a sua riqueza e, nessa medida, aproxima-se da nobreza para obter apoio político.
e) defende, como representante da Ilustração, a liberdade ligada à ausência da propriedade e elabora princípios universais, com direitos e deveres para todos os homens, o que faz a igualdade econômica ser o fundamento da sociedade.

20) (Upe) As ideias liberais refizeram reflexões e anunciaram novas perspectivas sociais. Um dos seus pensadores mais famosos, Locke, defendia o(a)

a) fim da propriedade privada e da escravidão, com a queda da sociedade colonial e o fim do mercantilismo.
b) liberdade natural dos humanos, afirmando a necessidade da propriedade privada e combatendo o absolutismo.
c) consolidação da monarquia constitucional, destacando a universalidade do conhecimento e as possibilidades de massificação da cultura.
d) pensamento de Descartes e o fim do idealismo, ressaltando o valor de democracia e da igualdade social na Europa do século XVII.
e) crescimento do capitalismo, sem afetar a força política da nobreza e dos poderes dos monarcas absolutistas da época.

21) (IFCE 2014) A Europa Ocidental vivenciou, entre os séculos XVI e XVIII, inúmeras transformações culturais. É(são) uma dessas transformações:

a) o Movimento Reformista do Século XVI foi caracterizado por uma unificação de pensamento e práticas nos diversos países nos quais se difundiu.
b) o Pensamento Científico, nos Séculos XVII e XVIII, fundamenta-se na Crítica, no Empirismo e no Naturalismo.
c) os Tribunais da Santa Inquisição foram extintos entre 1545 e 1563, graças à Contrarreforma Religiosa, que alterou os dogmas católicos a partir de um enfoque humanista.
d) o Movimento Iluminista, no século XVIII, baseava-se no racionalismo e criticava os fundamentos do poder da igreja que apoiava os princípios do poder monárquico absoluto.
e) as ideias liberais econômicas, na metade do século XVIII, criticavam o Sistema Colonial e defendiam a Manutenção dos Monopólios que eram o principal gerador de riqueza da sociedade.

22) (IFGO/2015) (…) na última parte do século XVIII, (…) o evidente sucesso internacional do poderio capitalista britânico levou a maioria destes monarcas (ou melhor, seus conselheiros) a tentar programas de modernização intelectual, administrativa, social e econômica. Naquela época, os príncipes adotavam o slogan do “iluminismo” do mesmo modo como os governos de nosso tempo, por razões análogas, adotam slogans de “planejamento”. (HOBSBAWM, E. “A Era das Revoluções”, Paz e Terra, 10ª ed., 1997). A história das ideias e dos movimentos intelectuais tem grande importância para compreendermos transformações e características fundamentais da nossa sociedade. A esse respeito, assinale a alternativa correta.

a) O poderio britânico, no século XVIII, se deve à conquista de colônias no espaço afro-asiático.
b) No século XVIII, a Revolução Industrial organizou um cenário econômico homogêneo na Europa e, em contrapartida, reforçou o atraso das nações do continente americano.
c) A modernização político-econômica, no século XVIII, se deve ao surgimento dos chamados regimes absolutistas.
d) O fato histórico descrito no texto ficou conhecido como “despotismo esclarecido”.
e) O iluminismo procurou conciliar a influência cultural da Igreja com a racionalização das instituições políticas.

23) (Pucsp) Segundo o historiador Eric Hobsbawn, para o liberalismo clássico o homem era um animal social apenas na medida em que coexistia em grande número. Por isso, considera que o símbolo literário do “homem” dessa corrente de pensamento foi Robinson Crusoé, que conseguiu, após um naufrágio, viver quase três décadas numa ilha deserta, criando, sozinho, as condições de sua sobrevivência.Em consonância com esse perfil, o pensamento liberal pressupõe

a) a crença no progresso, que deveria assegurar, através da intervenção governamental na atividade econômica, a felicidade e o conforto ao maior número possível de pessoas.
b) a crença de que o bem estar social seria assegurado pelo respeito aos costumes tradicionalmente aceitos e estabelecidos.
c) a ideia de que a sociedade seria formada por uma teia de relações, tornando necessário ao homem agir em função dos seus semelhantes.
d) a ideia de que só um governo centralizado e forte poderia assegurar a liberdade econômica e a obtenção dos objetivos individuais.
e) a crença no racionalismo, na livre iniciativa o no progresso, daí decorrendo a necessidade de manter a menor interferência governamental possível na atividade econômica.

24) (Ufmg) Leia o texto.”Se existem ateus, a quem devemos culpar senão os tiranos mercenários das almas que, provocando em nós a nossa revolta, contra as suas velhacarias e hipocrisias, levam alguns espíritos fracos a negarem o Deus que esses monstros desonram? Quantas e quantas vezes essas sanguessugas do povo não levaram os cidadãos oprimidos a revoltarem-se contra o seu próprio rei?”Esse texto é de autoria de

a) Descartes, no DISCURSO DO MÉTODO, em que apontava a fé como um empecilho ao conhecimento.
b) Erasmo de Roterdã que, em O ELOGIO DA LOUCURA, condena a leviandade com que o clero conduz os assuntos sagrados.
c) John Locke, em O SEGUNDO TRATADO SOBRE O GOVERNO CIVIL, em que defendeu o direito à rebelião contra um governo tirânico.
d) Voltaire, que faz do seu DICIONÁRIO FILOSÓFICO um libelo anticlerical com fortes críticas à conduta dos sacerdotes.
e) Spinoza que, em sua obra TRACTUS THEOLOGICO-POLITICUS, investe contra a intolerância religiosa e apregoa o livre pensamento.

25) (Espcex (Aman) 2016) Observe as ideias de três pensadores da Idade Moderna. – Adam Smith (escocês), em sua obra A riqueza das nações, afirmava que a única fonte de riqueza era o trabalho, e não a terra. – A ideia central da doutrina de Karl Marx (alemão) é que a “história das sociedades humanas é a história da luta de classes”. – Thomas Malthus (inglês), em sua obra Ensaio sobre o princípio da população, escreveu que a natureza impõe limites ao progresso material, já que a população cresce em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritmética. Pode-se afirmar que

a) os três pensadores defendem o liberalismo clássico.
b) as três ideias propõem a ditadura do proletariado.
c) Adam Smith propõe o liberalismo clássico, Thomas Malthus e Karl Marx, o socialismo utópico.
d) Thomas Malthus e Adam Smith defendem o pensamento liberal clássico e Karl Marx foi um dos autores do socialismo científico.
e) Karl Marx e Adam Smith são considerados anarquistas, e Thomas Malthus, socialista utópico.

26) (Uerj) “Não se veem, porventura (…) povos pobres em terras vastíssimas, potencialmente férteis, em climas dos mais benéficos? E, inversamente, não se encontra, por vezes, uma população numerosa vivendo na abundância em um território exíguo, até algumas vezes em terras penosamente conquistadas ao oceano, ou em territórios que não são favorecidos por dons naturais? Ora, se essa é a realidade, é por existir uma causa sem a qual os recursos naturais (…) nada são (…). Uma causa geral e comum de riqueza, causa que, atuando de modo desigual e vário entre os diferentes povos, explica as desigualdades de riqueza de cada um deles (…)” (SMITH, Adam. Apud HUGON, Paul. “História das Doutrinas Econômicas.” São Paulo: Atlas, 1973.) O texto anterior evidencia a preocupação, por parte de pensadores do século XVIII, com a fonte geradora de riqueza. As “escolas” econômicas do período – Fisiocracia e Liberalismo – apresentavam, contudo, discordâncias quanto a essa fonte.Os elementos geradores de riqueza para a Fisiocracia e para o Liberalismo eram, respectivamente:

a) agricultura e capital
b) indústria e comércio
c) terra e trabalho
d) metal precioso e tecnologia
e) indústria e artesanato

27) (Unesp 2012) Encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes. Esse, o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece. […] Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. (Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1983.) O texto apresenta características

a) iluministas e defende a liberdade e a igualdade social plenas entre todos os membros de uma sociedade.
b) iluministas e defende a liberdade individual e a necessidade de uma convenção entre os membros de uma sociedade.
c) socialistas e propõe a prevalência dos interesses coletivos sobre os interesses individuais.
d) socialistas e propõe a criação de mecanismos de união e defesa de todos os trabalhadores.
e) iluministas e defende o estabelecimento de um poder rigidamente concentrado nas mãos do Estado.

28) (Unesp 1999) A Declaração de Direitos (Bill of Rights) da Inglaterra de 1689, a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América de 1776 e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789 da França são documentos que expressam um processo revolucionário abrangente que pode ser caracterizado como

a) igualdade de direitos para todos, fim das monarquias e difusão das ideias iluministas.
b) declínio da aristocracia feudal, fim do poder monárquico e redemocratização dos Estados.
c) ascensão política da burguesia, queda do poder absolutista e fortalecimento do liberalismo.
d) fim dos privilégios da nobreza, organização de repúblicas e difusão do positivismo.
e) ampliação dos direitos da burguesia, estabelecimento de democracias e declínio do liberalismo.

29) (UNICAMP SP/2015) A igualdade, a universalidade e o caráter natural dos direitos humanos ganharam uma expressão política direta pela primeira vez na Declaração da Independência americana de 1776 e na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789. Embora se referisse aos “antigos direitos e liberdades” estabelecidos pela lei inglesa e derivados da história inglesa, a Bill of Rights inglesa de 1689 não declarava a igualdade, a universalidade ou o caráter natural dos direitos. Os direitos são humanos não apenas por se oporem a direitos divinos ou de animais, mas por serem os direitos de humanos em relação uns aos outros.(Adaptado de Lynn Hunt, A invenção dos direitos humanos: uma história. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 19.) Assinale a alternativa correta.

a) A prática jurídica da igualdade foi expressa na Declaração de Independência dos EUA e assegurada nos países independentes do continente americano após 1776.
b) A lei inglesa, ao referir-se aos antigos direitos, preservava a hierarquia, os privilégios exclusivos da nobreza sobre a propriedade e os castigos corporais como procedimento jurídico.
c) Os direitos do homem, por serem direitos dos humanos em relação uns aos outros, significam que não pode haver privilégios, nem direitos divinos, mas devem prevalecer os princípios da igualdade e universalidade dos direitos entre os humanos.
d) No contexto da Revolução Francesa, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão significou o fim do Antigo Regime, ainda que tenham sido mantidos os direitos tradicionais da nobreza.

30) (Fuvest) Sobre o chamado despotismo esclarecido é correto afirmar que

a) foi um fenômeno comum a todas as monarquias europeias, tendo por característica a utilização dos princípios do Iluminismo.
b) foi uma tentativa, mais ou menos bem sucedida, de algumas monarquias reformarem, sem alterá-las, as estruturas vigentes.
c) foram os déspotas esclarecidos os responsáveis pela sustentação e difusão das ideias iluministas elaboradas pelos filósofos da época.
d) foi uma tentativa bem intencionada, embora fracassada, das monarquias europeias reformarem estruturalmente seus Estados.
e) foram os burgueses europeus que convenceram os reis a adotarem o programa de modernização proposto pelos filósofos iluministas.

31) (Uff) “Consideramos evidentes as seguintes verdades: que todos os homens foram criados iguais; que receberam de seu Criador certos direitos inalienáveis; que entre eles estão os direitos à vida, à liberdade e à busca da felicidade.” (Declaração de Independência dos Estados Unidos da América, 2 de julho de 1776.) Esta passagem denota

a) o desejo do Congresso Continental de delegados das Treze Colônias no sentido de empreender reformas profundas na sociedade do novo país.
b) que o Congresso Continental, apesar de rebelde à Inglaterra, permanecia fiel ao ideário do absolutismo, pois deste emanavam os ideais que defendia.
c) a utilização de categorias do Direito Natural Racional, no contexto das ideias do Iluminismo.
d) influência das reformas empreendidas no século XVIII pelos chamados “déspotas esclarecidos” da Europa.
e) que os delegados das Treze Colônias tinham uma concepção ingênua e equivocada das sociedades humanas.

32) (Fuvest 2003) Da Independência dos Estados Unidos (1776), da Revolução Francesa (1789) e do processo de independência na América Ibérica (1808-1824), pode-se dizer que todos esses movimentos

a) decidiram implementar a abolição do trabalho escravo e da propriedade privada.
b) tiveram início devido à pressão popular radical e terminaram sob o peso de execuções em massa.
c) conseguiram, com o apoio da burguesia ilustrada, viabilizar a revolução industrial.
d) sofreram influência das ideias ilustradas, mas variaram no encaminhamento das soluções políticas.
e) adotaram ideias democráticas e defenderam a superioridade do homem comum.

33) (Puccamp) Dividimos a história em eras, com começo e fim bem definidos, e mesmo que a ordem seja imposta depois dos fatos – a gente vive para a frente mas compreende para trás, ninguém na época disse “Oba, começou a Renascença!” – é bom acreditar que os fatos têm coerência, e sentido, e lições. Mas podemos apreender a lição errada. (Luiz Fernando Veríssimo. “Banquete com os deuses”) Contextualizando historicamente o movimento da Renascença a que o texto se refere, é correto afirmar que o Renascimento:

a) destacou-se por introduzir a observação da natureza e a experimentação como métodos básicos do conhecimento científico e na reconstrução das teorias aristotélicas modernas.
b) caracterizou-se por conciliar, no século XVI, os princípios liberais e as necessidades emergentes da população mediante a análise dos mecanismos sociais do capitalismo.
c) foi responsável pelo surgimento de ideias que colocavam o conhecimento racional no ápice e pela constituição de uma linha bem nítida entre a razão e a fé, no século XVII.
d) teve um importante papel na defesa de uma nova religiosidade entre os homens que, somada à racionalidade, poderia resultar num mundo progressista e mais justo.
e) foi um importante elo no processo de libertação da razão, que culminou, no século XVIII, na filosofia iluminista e na constituição da moderna sociedade burguesa e capitalista.

34) (Unesp 2002) Adam Smith, autor de “A Riqueza das Nações” (1776), referindo-se à produção e à aquisição de riquezas, observou:“Não é com o ouro ou a prata, mas com o trabalho que toda a riqueza do mundo foi provida na origem, e seu valor, para aqueles que a possuem e desejam trocá-la por novos produtos, é precisamente igual à quantidade de trabalho que permite alguém adquirir ou dominar.”Os pontos de vista de Adam Smith opõem-se às concepções

a) monetaristas, que acompanharam historicamente as economias globalizadas.
b) socialistas, que criticaram a submissão dos trabalhadores aos donos do capital.
c) industrialistas, que consideraram as máquinas o fator de criação de riquezas.
d) liberais, que minimizaram a importância da mão de obra na produção de bens.
e) mercantilistas, que foram aplicadas pelos diversos estados absolutistas europeus.

35) (Puc-rio) Assinale a opção em que se encontra corretamente identificado um dos preceitos fundamentais da Fisiocracia:

a) “O ouro e a prata suprem as necessidades de todos os homens.”
b) “Que o soberano e a nação jamais se esqueçam de que a terra é a única fonte de riqueza e de que a agricultura é que a multiplica.”
c) “Os meios ordinários, portanto, para aumentar nossa riqueza e tesouro são o comércio exterior.”
d)”Todo comércio consiste em diminuir os direitos de entrada das mercadorias que servem às manufaturas interiores (…)”
e) “As manufaturas produzirão benefícios em dinheiro, o que é o único fim do comércio e o único meio de aumentar a grandeza e o poderio do Estado.”

36) (Uespi) As teorias dos economistas clássicos foram importantes para consolidar o capitalismo e reorganizar a produção da época, quebrando tradições nos negócios e rompendo preconceitos com relação ao uso do trabalho assalariado. Os economistas clássicos:

a) definiam a necessidade de intensificar a colonização, focalizando a produção no avanço das técnicas agrícolas e na exportação de mercadorias.
b) reforçaram as teses dos mercantilistas, mas redefiniram o lugar do trabalho, defendendo a melhoria salarial e o fim da escravidão.
c) admitiram a ideia de que a agricultura era a grande fonte de riqueza e seguiram os caminhos sugeridos pelos fisiocratas.
d) criticavam a excessiva interferência do Estado na economia, derrubando teses mercantilistas e valorizando o trabalho produtivo.
e) estavam desatualizados com as questões financeiras da época, sendo criticados pelos pensadores iluministas franceses.

37) (Unesp 2016) Todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais figuram a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Para assegurar esses direitos, entre os homens se instituem governos, que derivam seus justos poderes do consentimento dos governados. Sempre que uma forma de governo se dispõe a destruir essas finalidades, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la, e instituir um novo governo, assentando seu fundamento sobre tais princípios e organizando seus poderes de tal forma que a ele pareça ter maior probabilidade de alcançar-lhe a segurança e a felicidade. (Declaração de Independência dos Estados Unidos (1776). In: Harold Syrett (org.).Documentos históricos dos Estados Unidos, 1988.) O documento expõe o vínculo da luta pela independência das treze colônias com os princípios

a) liberais, que defendem a necessidade de impor regras rígidas de protecionismo fiscal.
b) mercantilistas, que determinam os interesses de expansão do comércio externo.
c) iluministas, que enfatizam os direitos de cidadania e de rebelião contra governos tirânicos.
d) luteranos, que obrigam as mulheres e os homens a lutar pela própria salvação.
e) católicos, que justificam a ação humana apenas em função da vontade e do direito divinos.

38) (Fuvest 2004) “A autoridade do príncipe é limitada pelas leis da natureza e do Estado… O príncipe não pode, portanto, dispor de seu poder e de seus súditos sem o consentimento da nação e independentemente da escolha estabelecida no contrato de submissão…”Diderot, artigo “Autoridade política”, Enciclopédia. 1751. Tendo por base esse texto da Enciclopédia, é correto afirmar que o autor

a) pressupunha, como os demais iluministas, que os direitos de cidadania política eram iguais para todos os grupos sociais e étnicos.
b) propunha o princípio político que estabelecia leis para legitimar o poder republicano e democrático.
c) defendia, como a maioria dos filósofos iluministas, os princípios do liberalismo político que se contrapunham aos regimes absolutistas.
d) apoiava uma política para o Estado, submetida aos princípios da escolha dos dirigentes da nação, por meio do voto universal.
e) acreditava, como os demais filósofos do Iluminismo, na revolução armada como único meio para a deposição de monarcas absolutistas.

39) (Uece) Identifique, nas sentenças a seguir citadas, aquela que expressa o pensamento de Montesquieu:

a) “(…) é preciso (…) encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associação, de qualquer força comum, e pela qual, cada um, não obedeça senão a si mesmo, ficando assim tão livre quanto antes.”
b) “O Estado está obrigado a proporcionar trabalho ao cidadão capaz, e ajuda e proteção aos incapacitados. Não se pode obter tais resultados a não ser por um Poder Democrático.”
c) “É uma verdade eterna: qualquer pessoa que tenha o poder, tende a abusar dele. Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder”.
d) “A única maneira de erigir-se um poder, capaz de defendê-los contra a invasão e danos infligidos, uns contra os outros (…) consiste em conferir todo o poder e força a um só homem.”
e) “O homem é o único animal racional, porém, o único que comete absurdos”.

40) (Fuvest 1999) “Um povo pode atingir o bem-estar material sem táticas subversivas se ele for dócil, trabalhador e se esforçar sempre para melhorar” (dos estatutos da “Sociedade contra a Ignorância” de Clermont-Ferrand, França, 1869). Sobre o texto é correto afirmar que exprime um ponto de vista representativo
a) da nobreza, que acreditava ser esse o único caminho possível para o povo melhorar sua condição;
b) da burguesia, preocupada com a questão social e com as ideias e teorias de inspiração anticapitalista;
c) dos trabalhadores, conscientes de que somente com educação e trabalho melhorariam sua condição;
d) do governo francês na III República, preocupado em eliminar a pobreza e a exploração sofrida pelos trabalhadores;
e) das autoridades municipais, sensibilizadas com a ignorância e a miséria dos trabalhadores.

41) (UEL PR/2015) Leia o texto a seguir. Em geral, são necessárias as seguintes condições para autorizar o direito do primeiro ocupante de qualquer pedaço de chão: primeiro, que esse terreno não esteja ainda habitado por ninguém; segundo, que dele só se ocupe a porção de que se tem necessidade para subsistir; terceiro, que dele se tome posse não por uma cerimônia vã, mas pelo trabalho e pela cultura, únicos sinais de propriedade que devem ser respeitados pelos outros, na ausência de títulos jurídicos.(ROUSSEAU, J. J. Do Contrato Social. Trad. de Lourdes Machado. São Paulo:Abril S. A. Cultural, 1973. p.44. (Coleção Os Pensadores.) Com base no texto e nos conhecimentos acerca da questão do contratualismo em Rousseau, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as condições que autorizam o direito do primeiro ocupante.
a) O assenhoreamento de grandes quantidades de terras no “novo mundo” por povos, utilizando-se da força para afastar delas os outros homens.
b) A conciliação do trabalho e da necessidade para subsistência de cada um, independentemente da prioridade temporal do ocupante.
c) A expulsão dos habitantes da terra, a declaração “isto é meu” e o convencimento dos demais sobre a sua ocupação.
d) A primeira ocupação da terra, limitada à esfera da subsistência e de sua real utilização, via cultivo da terra.
e) A ocupação de terras desabitadas, que, devido à sua vastidão, estão para além da capacidade do primeiro ocupante de cultivá-las.

42) (Mackenzie) Assinale a alternativa em que aparecem as principais ideias de Jean Jacques Rousseau em sua obra O CONTRATO SOCIAL.
a) Cada homem é inimigo do outro, está em guerra com o próximo e por esta razão cria o Estado para sua própria defesa e proteção.
b) O Estado é uma realidade em si e é necessário conservá-lo, reforçá-lo e eventualmente reformá-lo, reconhecendo uma única finalidade: sua prosperidade e grandeza.
c) A única esperança de garantir os direitos de cada indivíduo é a organização da sociedade civil, cedendo todos os direitos à comunidade, para que seja politicamente justo o que a maioria decidir.
d) O governante deve dar um bom exemplo para que os súditos o sigam. Através da educação e de rituais, os homens de capacidade aprenderiam e transmitiriam os valores do passado.
e) Que as classes dirigentes tremam ante a ideia de uma revolução! Os trabalhadores devem proclamar abertamente que seu objetivo é a derrubada violenta da ordem social tradicional.

43) (UNCISAL AL/2015) “Sempre considerei as ações dos homens como as melhores intérpretes dos seus pensamentos.” (John Locke) A frase de John Locke nos remete ao Iluminismo e seus objetivos nos diversos âmbitos que formam a vida em sociedade. Sobre ideário iluminista, é correto afirmar que
a) seu caráter popular afastou os intelectuais e aproximou a pequena burguesia da nobreza togada.
b) a razão apresenta um poder emancipador capaz de tirar o homem da menoridade e libertá-lo da opressão política e dos resquícios das trevas medievais.
c) o intelectualismo se tornou um obstáculo à expansão do iluminismo, fato que minimizou sua influência nas revoluções burguesas.
d) Adam Smith dissocia a liberdade econômica da liberdade política, fazendo prevalecer esta última em detrimento da primeira.
e) o projeto iluminista não se opunha totalmente ao mercantilismo nem ao absolutismo já que preserva em grande parte as instituições do Antigo Regime.

44) (Unicamp 2012) “O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais não deixa de ser mais escravo do que eles. (…) A ordem social, porém, é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. (…) Haverá sempre uma grande diferença entre subjugar uma multidão e reger uma sociedade. Sejam homens isolados, quantos possam ser submetidos sucessivamente a um só, e não verei nisso senão um senhor e escravos, de modo algum considerando-os um povo e seu chefe. Trata-se, caso se queira, de uma agregação, mas não de uma associação; nela não existe bem público, nem corpo político.”(Jean-Jacques Rousseau, Do Contrato Social. [1762]. São Paulo: Ed. Abril, 1973, p. 28,36.) Sobre Do Contrato Social, publicado em 1762, e seu autor, é correto afirmar que:
a) A obra inspirou os ideais da Revolução Francesa, ao explicar o nascimento da sociedade pelo contrato social e pregar a soberania do povo.
Rousseau, um dos grandes autores do Iluminismo, defende a necessidade de b) o Estado francês substituir os impostos por contratos comerciais com os cidadãos.
c) Rousseau defendia a necessidade de o homem voltar a seu estado natural, para assim garantir a sobrevivência da sociedade.
d) O livro, inspirado pelos acontecimentos da Independência Americana, chegou a ser proibido e queimado em solo francês.

45) (Unesp 2015) O pensamento iluminista, baseado no racionalismo, individualismo e liberdade absoluta do homem, ao criticar todos os fundamentos em que se assentava o Antigo Regime, revelava as suas contradições e as tornava transparentes aos olhos de um número cada vez maior de pessoas. (Modesto Florenzano. As revoluções burguesas, 1982. Adaptado.) Entre as críticas ao Antigo Regime, mencionadas no texto, podemos citar a rejeição iluminista do
a) princípio da igualdade jurídica.
b) livre comércio.
c) absolutismo monárquico.
d) liberalismo econômico.
e) republicanismo.

46) (Upf 2014) “A revolução francesa consigna-se desta maneira um lugar excepcional da história do mundo contemporâneo. Revolução burguesa clássica, ela constitui, para a abolição do regime senhorial e da feudalidade, o ponto de partida da sociedade capitalista e da democracia liberal na história da França”. (SOBOUL, Albert. A revolução francesa. São Paulo: DIFEL, 1985, p. 122). A grande Revolução Francesa, como outras revoluções burguesas do século XVIII, refletiu as ideias dos filósofos iluministas. Dentre as características a seguir relacionadas, assinale a alternativa que apresenta a base do Iluminismo.
a) A defesa da doutrina de que a soberania do Estado absolutista garantiria os direitos individuais e eliminaria os resquícios feudais ainda existentes.
b) A proposição da criação de monopólios estatais e a manutenção da balança de comércio favorável, para assegurar o direito de propriedade.
c) A crença na prática do entesouramento como meio adequado para eliminar as desigualdades sociais e garantir as liberdades individuais.
d) A defesa da igualdade de direitos e liberdades individuais, proporcionada pela influência da Igreja Católica sobre a sociedade, por intermédio da educação.
e) A crítica ao mercantilismo, à limitação ao direito à propriedade privada, ao absolutismo e à desigualdade de direitos e deveres entre os indivíduos.

47) Analise as colunas abaixo, onde constam os nomes de alguns filósofos do iluminismo de um lado, e suas obras de outro.

I – Montesquieu a – Contrato Social
II – Jean-Jaques Rousseau b – Enciclopédia
III – Voltaire c – O Espírito das Leis
IV – Diderot e D’Alembert d – Cartas inglesas

Indique a alternativa que correlaciona corretamente as duas colunas.

a) I-c; II-d; III-b; IV-a.

b) I-d; II-c; III-a; IV-b.

c) I-d; II-c; III-a; IV-b.

d) I-b; II-d; III-a; IV-c.

e) I-c; II-a; III-d; IV-b.

48) (FGV-SP) “O homem nasce livre, e por toda a parte encontra-se a ferros. O que se crê senhor dos demais, não deixa de ser mais escravo do que eles (…) A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções.”

J.J. Rousseau, Do contrato social. in: Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978, p. 22. A respeito da citação de Rousseau, é correto afirmar:

a) Aproxima-se do pensamento absolutista, que atribuía aos reis o direito divino de manter a ordem social.

b) Filia-se ao pensamento cristão, por atribuir a todos os homens uma condição de submissão semelhante à escravatura.

c) Filia-se ao pensamento abolicionista, por denunciar a escravidão praticada na América, ao longo do século XIX.

d) Aproxima-se do pensamento anarquista, que estabelece que o Estado deve ser abolido e a sociedade, governada por autogestão.

e) Aproxima-se do pensamento iluminista, ao conceber a ordem social como um direito sagrado que deve garantir a liberdade e a autonomia dos homens.

49) “Constituída de 35 volumes, contou com o trabalho de 130 colaboradores: Montesquieu contribuiu com um artigo sobre estética; Quesnay e Turgot versaram sobre economia; Rousseau discorreu sobre música e Voltaire e Hans Holbach sobre filosofia, religião e literatura.

Embora pretendesse mostrar a unidade íntima entre a cultura e o pensamento humano, as opiniões de seus autores divergiam muito. Sobre religião, por exemplo, era difícil chegar-se a um consenso, já que havia deístas e ateístas” VICENTINO, C. História Geral. Ensino médio. São Paulo: Scipione, 2000. p. 239. As características acima expostas referem-se à obra conhecida como:

a) Contrato Social.

b) Segundo Tratado do Governo Civil.

c) Enciclopédia.

d) Cartas inglesas.

e) Cartas persas.

50) “É proibido matar e, portanto, todos os assassinos são punidos, a não ser que o façam em larga escala e ao som das trombetas.”

“Não concordo com uma única palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la.”

As frases acima são exemplos de um dos filósofos iluministas mais conhecidos, caracterizado por frases sarcásticas e irreverentes. Quem é o autor das frases?

a) Montesquieu.

b) John Locke.

c) Voltaire.

d) Descartes.

e) Rousseau.

 

Gabarito:


01= C
02= A
03= C
04= B
05= A
06= A
07= E
08= B
09= E
10= B
11= C
12= E
13= D
14= B
15= C
16= D
17= A
18= C
19= A
20= B
21= D
22= D
23= E
24= D
25= D
26= C
27= B
28= A
29= C
30= B
31= C
32= D
33= E
34= E
35= B
36= D
37= C
38= C
39= C
40= B
41= D
42= C
43= B
44= A
45= C
46= E
47= E
48= E
49= C
50= C

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